Com grande alegria apresentamos esse lindo projeto para este ano de 2017, além dos artigos diários para reflexão e formação, nosso Portal de Internet passará a contar com a Reflexão Diária do Evangelho do Dia, pelo seminarista Salesiano Leandro Francisco, com exceção dos domingos que temos as postagens das celebrações do Oratório. Acesse diariamente e convide outros a acessarem… Navegue conosco e alimente seu dia das palavras do Evangelho.

Segunda-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 9,14-29)

Quando voltaram para junto dos discípulos, encontraram-nos rodeados por uma grande multidão, e os escribas discutiam com eles. Logo que a multidão viu Jesus, ficou admirada e correu para saudá-lo. Jesus perguntou: «Que estais discutindo?». Alguém da multidão respondeu-lhe: «Mestre, eu trouxe a ti o meu filho que tem um espírito mudo. Cada vez que o espírito o agride, joga-o no chão, e ele começa a espumar, range os dentes e fica completamente duro. Eu pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram».
Jesus lhes respondeu: «Ó geração sem fé! Até quando vou ficar convosco? Até quando vou suportar-vos? Trazei-me o menino!». Levaram-no. Quando o espírito viu Jesus, sacudiu violentamente o menino, que caiu no chão e rolava espumando. Jesus perguntou ao pai: «Desde quando lhe acontece isso? O pai respondeu: «Desde criança. Muitas vezes, o espírito já o lançou no fogo e na água, para matá-lo. Se podes fazer alguma coisa, tem compaixão e ajuda-nos». Jesus disse: «Se podes…? Tudo é possível para quem crê». Imediatamente, o pai do menino exclamou: «Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé».
Vendo Jesus que a multidão se ajuntava ao seu redor, repreendeu o espírito impuro: «Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai do menino e nunca mais entres nele». O espírito saiu, gritando e sacudindo violentamente o menino. Este ficou como morto, tanto que muitos diziam: «Morreu!». Mas Jesus o tomou pela mão e o levantou; e ele ficou de pé. Depois que Jesus voltou para casa, os discípulos lhe perguntaram, em particular: «Por que nós não conseguimos expulsá-lo?». Ele respondeu: «Essa espécie só pode ser expulsa pela oração».

Reflexão

Queridos irmãos e irmãs!

A palavra de Deus nesta segunda-feira da 7ª semana do tempo comum, nos convida à fé. O tema da fé foi sempre algo recorrente na comunidade dos cristãos, sobretudo, nos primeiros anos do cristianismo. Era uma fé provada na carne e vitoriosa no espírito. Ao longo dos anos este tema embora presente, foi dando lugar a outros, sobretudo na sociedade, onde os dados científicos e matemáticos dão lugar a fé num Deus transcendente. O grande convite de Jesus a todos nós, seus seguidores, é justamente voltar à fé, isto é, retornar a Deus, e n’Ele se colocar numa atitude firme e corajosa de verdadeiros discípulos e discípulas de Jesus, que creem em seus sinais de amor e de misericórdia, por isso a Ele recorrem.

No evangelho de Hoje, sempre atual e atuante, Marcos nos apresenta Jesus no meio de uma multidão de “crentes”, que logo ao vê-lo a Ele acorrem para saudá-lo. Diante desta multidão de “aparentes fiéis”, pois foram os primeiros a duvidar de Jesus, de seu poder, acreditando que o menino do qual Jesus havia expulsado o demônio, teria morrido – é a atitude de ficar nas aparências, de não ir ao profundo das realidades, por mais simples que nos pareçam ser, esse é o convite que a fé nos faz: ir além do que os nossos olhos possam ver – Surge um pai, que vê em Jesus sua última oportunidade de libertar seu filho do mal que o atormentava desde sua infância. Havia procurado Jesus, pois nenhum de seus discípulos teria resolvido a questão. Faltou fé, de ambos os lados. Quando falta fé o milagre não pode acontecer, ele esta para além do que as nossas compreensões humanas podem entender.

Contudo, o gesto mais belo e humilde apresentado pelo evangelista, neste trecho, foi o do pai, que vendo a carência de sua fé, recorre a Jesus, não mais pedindo a cura de seu filho, mais a fé, dom de Deus, que cura e dá a vida eterna. Cura, deste modo, não só o corpo, mas também e sobretudo, o espírito. Quando interrogado de porque os discípulos não puderam libertar o menino, Jesus responde que esta espécie só pode sair com a oração. A oração é deste modo um importante instrumento de salvação e de libertação de nossos males, sobretudo do mal da falta de fé.

Que Maria, primeira discípula de seu filho Jesus nos ajude no aumento de nossa fé e na nossa adesão ao seu projeto de salvação.

 

Leandro Francisco da Silva, SDB

Pós-noviço salesiano

E-mail- leandrofsdb@yahoo.com.br

 

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