Terça-feira da 25ª semana do tempo comum – Cosme e Damião, mártires

Evangelho (Lc 8, 19-21) 

Naquele tempo:
19 A mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.

20 Então anunciaram a Jesus:
‘Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver.’
21 Jesus respondeu:
‘Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.’

Reflexão:

Queridos irmãos e irmãs,

A liturgia de hoje nos propõe como reflexão o evangelho de Lucas, segundo o qual, Maria é apresentada como a discípula bendita de seu filho Jesus.

O proposito deste evangelho narrado por Lucas não é o que alguns pensam e pregam – o de menosprezar Maria. Antes de tudo o referido evangelho, historicamente o penúltimo escrito, e, portanto, depois de uma caminhada de fé e de entendimento do significado da presença de Maria na comunidade dos fiéis, tem por objetivo apresentar Maria como mãe, na fé, de Jesus. Agostinho num comentário a este Evangelho diz: “Maria gerou antes no coração e depois no ventre a Jesus”. Maria é antes de tudo discípula de seu filho. Quando Jesus pergunta quem são minha mãe, meus irmãos e minhas irmãs? Não é menosprezando sua mãe, antes, porém, exaltando-a, colocando-a na “categoria” de discípula sua, de mulher atenta a Palavra de Deus. Quem como Maria leu mais a Palavra de Deus? Quem como Maria soube melhor interpretar a Palavra de Deus? Maria foi uma mulher de tão grande fé que gerou no seu ventre a Palavra eterna, o verbo feito carne. Não por acaso no início de seu evangelho Lucas assemelha Maria à Arca da Aliança – no diálogo com Isabel. Que Maria e os santos mártires, Cosme e Damião, nos ajude sempre a viver com entusiasmo e alegria a Palavra de Deus. Afim de que sejamos homens e mulheres de fé, discípulos e discípulas de Jesus à exemplo de sua querida mãe, “modelo dos seguidores do evangelho”.

Leandro Francisco da Silva

Pós-noviço salesiano

leandrofsdb@yahoo.com.br

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