Dicas litúrgicas para bem celebrar a fé da Igreja no Tempo do Advento.

COR DA TOALHA DO ALTAR
Você sabia que a toalha do altar não pode acompanhar a cor do tempo litúrgico? Não? Então agora fique sabendo! A toalha do altar em qualquer período do Tempo Litúrgico da Igreja deve ser sempre BRANCA (IGMR 304)!
O Altar representa o Cordeiro, por isto é dever dos Bispos, Sacerdotes e Diáconos beijarem o altar em sinal de adesão a Cristo e seu Mistério, tanto na aproximação dele no início do Rito da Missa, como no final. Se não está o Sacrário no centro do altar-mor do presbitério contendo o Santíssimo Corpo do Senhor, àqueles que sobem devem fazer a vênia para Altar, por ser este a representação do Cordeiro, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo e verdadeiro; e, este ocupar o lugar mais importante da construção da igreja. Se estiver o Santíssimo Sacramento presente no Sacrário, deve-se fazer a genuflexão para ele antes de subirem o presbitério.
Sabemos que o Cordeiro apresentado pela Sagrada Escritura é sempre branco, puro, imaculado e inocente. Todas estas são imagens de Jesus Ressurrecto. Por isto, não venha o colorido da toalha do altar ofuscar este sinal visível e sagrado que temos de precioso em nossa Igreja, pois é dele que nos alimentamos.
SOBRE AS FLORES
Abaixo do número 305 da IGMR diz: “A ornamentação com flores deve ser sempre sóbria e, em vez de as pôr sobre a mesa do altar disponham-se junto dele”. Quer dizer, não precisa de mais explicações. Porém, se a Santa Missa é celebrada no Altar-mor, especialmente às do Rito Trindentino, pode-se acrescentar junto aos castiçais, as flores e as Sagradas Relíquias. Mas, como não é comum, onde na maioria de nossas igrejas paroquiais não terem o Santo Sacrifício da Missa no Rito de São Pio V, que diga-se de passagem que este rito não é um rito proibido pela Santa Igreja. Então, que se observe a Introdução Geral ao Missão Romano, pois este foi escrito para o Rito da Missa do Papa Paulo VI e não para o Rito da Missa de São Pio V.
E AS VELAS COM A CRUZ?
Em todo altar é obrigatório o uso do crucifixo e as velas sobre ele ou junto dele (IGMR 297 e 308). Isto é norma!
As velas devem está sobre o altar, no mínimo 2 (duas). Pode-se por 4 (quatro) ou 6 (seis), tanto para o Santo Sacrifício da Missa ou Adoração ao Santíssimo Sacramento quando é um presbítero que celebra. Quando o Bispo celebra*, deve-se por 7 (sete) velas sobre o altar, pois nele está a plenitude dos sacramentos. A vela do centro, na frente da cruz que deve está devidamente virada para aquele que oficializa o Rito Sagrado da Santa Missa.
Enfim, devemos está atendo a tudo isto, porque se aproximam o tempo do Advento e Quaresma, onde em muitas igrejas, com suas equipes de liturgias desenformadas, deturpam a verdadeira Liturgia por inculturação que não condiz com a Inculturação da Sagrada Liturgia que fala a Sacrosanctum Concilium do Vaticano II.  Um ambiente bem preparado, segundo pede a Igreja e uma Missa bem celebrada glorifica a Deus e santifica o homem.
Devemos vivenciar cada momento que a Igreja nos proporciona para melhor entender o Mistério de Cristo.
A Liturgia da Igreja não tem um nenhum momento um caráter antropológico, mas é Deus o centro, a razão e o fim último de toda ação humana. Cristo é a Oferta verdadeira e o Ofertado na Trindade Beatíssima; o Princípio e o Fim de toda a ação litúrgica. É isto que vamos celebrar no Tempo do Advento: Deus que por sua Palavra e ação de seu Espírito assume a nossa humanidade para que esta humanidade se torne divina! Deus se fez Um conosco, Ele é igual a nós em tudo, exceto no pecado. Este é o mistério do Advento que a Liturgia ajudará a Igreja a se preparar para receber Jesus, o Verbo de Deus humanado na noite de Natal!
Neste tempo novo da Igreja o homem coloca em Deus feito Homem suas alegrias e tristezas, seu passado e futuro, o hoje e o que não será amanhã.
Por isto, entendamos o seguinte: nenhuma norma litúrgica presente nas rubricas dos livros sagrados da Igreja fora instituída para que matemos o espírito da celebração, mas para que a conservemos e obtenhamos os frutos necessários para esta vida e na Eternidade, celebrando bem e evitando os invencionísmos que acabam desfigurando a Liturgia da Igreja. A Liturgia não nos pertence, ela é da Igreja, para a Igreja e com a Igreja.  Nela Deus nos permite contemplar a sua glória. Que todos possamos vivenciar bem este tempo de graça que a Santa Mãe Igreja nos entrega a cada ano.
Fonte: http://coracaodejesusemaria.blogspot.com.br/

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