A missa é o momento maior de nossa fé. Momento de graça e de benção celebrado em comunidade. É o sacrifício do corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo oferecido no altar em memória do santo sacrifício de Jesus na cruz por amor a cada um de nós.

Antes do Concílio Vaticano II a missa contava com características muito diferentes das celebrações de hoje. Dentre essas diferenças lembramos que o padre celebrava a missa de costas para a comunidade e toda a cerimônia era feita em latim. As pessoas não compreendiam aquela língua e por isso durante a missa faziam suas orações individuais especialmente a reza do terço já que estavam ali apenas assistindo a celebração.

No Concílio a Igreja se preocupou muito com a importância do papel do leigo, pessoas como nós que não somos membros da Ordem ou de estado religioso reconhecido pela Igreja. As celebrações passaram a serem feitas na língua vernácula conforme o Documento “Sacrossanctum Concilium” do Concílio Vaticano II. Essa mudança foi feita para que os fiéis pudessem não apenas assistir, mas participarem da Santa Missa.

O leigo passou a exercer funções nas missas e a entender melhor cada parte desse momento especial na vida do católico que é a Celebração Eucarística.

A maior parte da Assembléia participa respondendo em momentos específicos já pré-estabelecidos pela estrutura da celebração. Contudo muitos ainda permanecem dispersos durante a missa. A Igreja nos convida a receber as graças inerentes a esse piedoso exercício de nossa fé católica. Esse convite deve nos desacomodar e não podemos encarar as celebrações como simples cumprimento de dever ou obrigação que nos foi imposta. Muito pelo contrário trata-se de um convite de amor feito pelo próprio Nosso Senhor Jesus, o querido Bom Pastor, a cada um de nós.

Na missa contamos com tudo que precisamos para obtermos uma fé mais firme e madura. Estamos em comunidade e ali pedimos perdão e nos arrependemos, temos momento de glória e louvor. Aprendemos com a Palavra de Deus e a Sagrada Tradição, colocamos nossas intenções, professamos nossa fé e principalmente podemos estar junto com Jesus, o nosso Deus vivo, em corpo, sangue, alma e divindade na Sagrada Eucaristia podendo comungar desse penhor de graça ainda que espiritualmente.

Portanto não vamos simplesmente assistir esse momento especial de graça abundante em que o nosso “Deus conosco” está tão perto de nós. Mas tenhamos uma participação efetiva na missa, pois o Senhor quer ouvir nossa voz, quer escutar nosso clamor e gratidão. Ele fala e quer nos escutar!

Por Lídia Botelho

Fonte: http://paroquiabompastorcl.com.br

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